Lomadee, uma nova espécie na web.
Maria Helena - RJ (DEZ/2008)
Por Garotas Bodyboarders.com
Maria Helena tem 29 anos, surfa desde os 11 e começou a competir em 1994, aos 15. Após alguns anos afastada e só participando de uma ou outra competição, esta niteroiense voltou a competir em 2006 e agora está na disputa direta pelo título brasileiro amador. Além das ondas, sua grande paixão é a filha Stephany, que também já arrisca suas manobras no mar.


No quintal de casa - Itacoatiara

1 – Como foi seu começo no esporte, e a época em que você começou a competir?
Sempre morei perto da praia e via os meninos pegando onda. Vários programas de TV cobriam os campeonatos de bodyboard e eu fiquei com muita vontade de aprender. Meu pai me deu um bodyboard no natal de 1990 (antes disso ele tinha me dado uma prancha de surf, até tentei mas não era o que eu queria) e assim comecei. As primeiras competições vieram em 1994, nos campeonatos locais (Niterói). Em 1995 competi na ABBI, mas só em 1997 fui ranquiar os circuitos. Fiquei em 3º lugar na FEBBERJ e 5º na ABBI, em 1998 fui vice-campeã estadual (FEBBERJ) e campeã niteroiense, em 1999 ganhei algumas etapas mas tive que parar de competir.

2 – Fale da época que você precisou parar de competir, e também o motivo que te levou a voltar.
Em 99 tive que parar de competir, fiquei grávida da Stephany e também tive alguns problemas com algumas meninas de Niterói que achavam que eu tinha que virar profissional. Mas eu não tinha patrocínio, e elas não queriam entrar na água comigo nos campeonatos locais, então não me animei em voltar a competir depois que a Stephany nasceu.
Em 2006, um dia o Arthur Steele me convidou para entrar no campeonato que ele estava fazendo. Era a 2ª etapa da ABBN e eu ganhei. N ão esperava por isso, fiquei muito amarradona, tinham várias meninas pegando bem e algumas até do meu ínicio na ABBI!! Foi então que percebi que não importa a idade, todas continuam indo aos campeonatos por amor ao esporte. Então competi as outras etapas e no final do ranking fiquei empatada com a Maíra e no descarte ela ganhou e eu fui vice-campeã.


Maria Helena na década de 90, competindo no ABBI

3– O que você acha das atuais competições, comparando com as da época que você começou
?
Hoje em dia tem muito mais meninas pegando onda e menos campeonatos. No Rio e em Nietrói, quando eu comecei a competir, em muitos dos eventos as amadoras tinham que competir com as profissionais na categoria "pro/am". Acho que com isso eu evolui bastante, porque eu queria pegar igual a elas. Hoje temos até a categoria master feminino, eu adorei, daqui a pouco vou estar lá!

4– conta como é surfar num dos picos mais casca grossas do Rio, do Brasil, que é Itacoatiara
Niterói não tem outra opção de onda boa a não ser Itacoatiara, que é um pico inconstante, cada dia é uma onda diferente. Pra quebrar bom depende muito do fundo que esta sempre se movimentando, por causa das montanhas de pedra que abraçam a praia... a energia é muito boa, e quando está grande não é para qualquer um, tem que estar com o preparo físico muito bom. Nestas situações eu gosto de cair no canto do Costão, que tem um canal para entrar e rolam umas esquerdas triangulares perfeitas. Já no Pampo rolam umas direitas perfeitas, mas na hora da série fecha o canal... se tomar na cabeça ali, parece que você é sugado para o fundo! Além da onda ser buraco ela é muito pesada, mas muito boa para o bodyboard.


Comemorando vitória no ABBN, junto da filha

5– Você também já deu aulas de bodyboard, não é?
Bom aula agora só para a Stephany mesmo! No ano passado (2007) eu dei aula na escolinha da Lyse, um projeto bem legal que ela tem. As aulas práticas são lá em Piratininga. Como eu trabalho, faço faculdade e tenho que buscar a Stephany na escola, no meu tempo livre eu agora aproveito para treinar em Itacoatiara.

6– Realmente é uma correria... conte como é conciliar essa vida de trabalho, faculdade, mãe, bb, etc.
Minha semana é muito intensa: eu trabalho, faço faculdade de turismo, sou mãe da Stephany que além da escola, ginática, natação e ir a praia comigo, também faz alguns trabalhos como modelo. Pra aguentar tudo isso, estou fazendo meu preparo físico na Academia Tio Sam com várias atividades voltadas para o fortalecimento muscular, resistência, relaxamento e concentração. Sempre que posso faço final de tarde em Itacoatiara ou em algum pico no Rio.


Maria Helena é fã das esquerdas de Itacoá

7– A Stephany também curte o BB, ... ela tira fotos de você nos campeonatos, já tem o equipamento dela pra pegar ondas... fale um pouquinho dessa relação dela com o esporte.
A Stephany pega onda comigo desde a barriga rsrsrsrsrsrs!!! Eu peguei onda até o quinto mês de gravidez e voltei quando ela tinha 20 dias. Ela sempre me acompanhou e eu nunca parei de surfar. Acho que ela me vê pegando onda e me divertindo, e quer também! Nos primeiros anos de vida da Stephany a gente ia muito para a Ilha Grande e ficávamos meses por lá, que tem um mar bem fraquinho e que parace aquário... muitas das crianças pegavam onda e ela ficava bem a vontade no mar, e além de pegar onda a gente também mergulhava e pulava do cais, ela sempre curtiu tudo que eu gosto!


A linda Stephany posando para um catálogo

8– Planos para 2009:
Eu ainda não tenho planos para 2009, vou esperar os resultados deste ano, para que eu possa me programar para o ano que vem, mas não penso em me profissionalizar, porque não tenho patrocínio. As inscrições são caras e as viagens têm custo alto com passagens, hospedagem e alimentação. Gosto de estar nos campeonatos, da troca de culturas, eu amo o bodyboard e nunca vou para de pegar onda!


 

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