Ilhas Canárias - Carolina Camison (2007)
Terminada a última etapa do mundial e El Confital nas Ilhas Canárias, seis bodyboarders rumam em busca de altas ondas em uma pequena ilha ao norte do arquipélago canário. A trip foi composta por Carolina Camisón, Eunate Aguirre, Mandy Zieren, Noriko Kawagoe, Moe Watanabe e Chigusa Nishiyama.



A previsão era de altas ondas, ainda no barco todas com um frio na barriga e a incerteza do que nos esperava. A ilha aparentemente solitária e silenciosa foi se revelando muito divertida e acolhedora à medida que fomos conhecendo os locais. Logo no primeiro dia fomos recebidas com polvo fresco, peixe, churrasco e papas arrugas (comida tradicional das Ilhas Canárias). Assim começou a diversão, comida, musica e muita bagunça na casa de um dos meninos locais. Fomos dormir acompanhadas de um fortíssimo barulho de mar e na expectativa do primeiro dia de surf, com a promessa de um telefonema de manhã cedo para nos acordar.



Amanhece o dia e entram os primeiros raios de sol pala janela, toca o telefone anunciando: Altas ondas!!



A essa hora os ruídos eram diferentes, mais suaves, uma manha sem vento e o barulho do mar parecia bater em nossa porta, na praia o visual da série alinhada perfeita rompendo sobre uma extensa bancada de pedras. Era uma esquerda com bom tamanho, extensa e muito divertida, e a menos de 100 metros uma direita muito pesada e próxima das pedras. Tínhamos apenas que esperar a maré certa para cair ali.


Um amanhecer com ondas perfeitas, todas sorriram e se jogaram no mar pra mais umas sessão de surf inesquecível, a ausência de crowd, alegria e receptividade dos nativos marcou essa viagem, nos disseram que a magia do lugar não era outra a não ser dançar com a música.


A partir desse dia começou a nossa rotina genial, caminhávamos ate o pico e às vezes íamos de carona com o senhor que nos alugou a casa. Os locais se encarregaram de nos mostrar as melhores ondas da ilha e os lugares mais secretos, com paisagens nunca antes imaginadas, praias completamente virgens, águas turquesas e montanhas desertas.


Foram sete dias de sonhos onde tudo era motivo para gargalhadas e aprendizagem. A miscigenação cultural entre seis mulheres e quatro continentes fez com que a língua falada fosse o Bodyboard e as palavras se mesclavam entre o Português, Espanhol, Inglês e Japonês em alguns momentos ninguém entendia nada, mas através dos nossos sorrisos e o brilho nos olhos já se sabia que no próximo dia tudo se repetiria.



Continuávamos assim a sorrir, sonhar e dançar...

Agradeço a todos que colaboraram pra essa viagem se tornar inesquecível e fizeram parte integrante dela, a mãe natureza por nos presentear com ondas perfeitas e aos locais pela receptividade e calor humano!