Fernando de Noronha - Paola Simão
Essa viagem surgiu de repente na minha vida, e na hora certa, claro. Estava em Natal, na Praia de Pipa, lá já permanecia por 2 meses; não sei o que deu, abandonei tudo aqui no Rio (trabalho, compromisso), chutei o balde literalmente, e fiquei naquele paraíso curtindo a natureza, pegando altas ondas com os golfinhos todos os dias e sendo acolhida por pessoas que não dá para acreditar que existem...são especiais.
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Enfim, voltei para o Rio em fevereiro para a 1° etapa do Brasileiro em Campos, e lá conheci várias pessoas que já haviam ido para Noronha com um tal "esquema". Você ia para Recife, e de lá continuava com algumas pessoas que conseguem entrar na ilha como moradores, mas são pessoas que conhecem todos os nativos... não é para qualquer um. E lá fui eu achando que ia entrar no "esquema". Peguei um ônibus para Recife (apenas 32h), muito calor, no estilo "televisão, galinha, três na poltrona que cabem dois..." coisas básicas de viagem longa onde as pessoas vão para passar alguns meses e resolvem levar a casa toda.
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Chegando em Recife, um amigo foi me buscar (era ele que tinha os esquemas das passagens mais baratas), e com ele estava um outro amigo de Fortaleza. Ficamos na casa dele alguns dias para esperar ter vaga no vôo, já que os aviões saem lotados todos os dias, ainda mais sendo época de Carnaval...

Já em Noronha, percebi que o tal esquema era quase impossível. Todos que entram na ilha, são obrigados a pagar uma taxa diária, não tem como escapar, mas fazer o que, leis são leis, e tive que entrar no esquema da ilha.

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Do avião, não dava para acreditar na imagem que eu estava tendo da ilha... um lugar divino, onde achava que só a minha imaginação alcançava...o avião vai contornando a ilha tão de perto que já dava para ver a Cacimba do Padre com muitas cabecinhas dentro d'água... e fui ficando adrenalizada...já estava ansiosa para ver e surfar as famosas ondas de Noronha.
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Não deu outra. Já no 1° dia fui cair logo que cheguei, a Cacimba do Padre estava de gala, sorrindo, com 2 metros (aquele que vc vê que é tão bom, que chega ser tranqüilo de cair), já de cara encontrei a Maíra, que ainda me falou que aquele dia não era um dos melhores... eu quase pirei! Se aquele não era um dois melhores, imagina o melhor!!! Dentro d'água não acreditava naquela onda tão tubular e perfeita, tão gostosa de surfar. Era um ripe constante, as manobras saíam com muita fluidez e pressão... é muito bom, parece até com a onda de Itacoatiara, mas com a densidade da água mais leve, mais sutil. Conseqüentemente o caldo da onda era mais leve também...heeee!.
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E assim fui ficando uns 11 dias no paraíso...conheci muitas pessoas importantes que nunca vou esquecer. A Carol, a Maíra e a Milena... são pessoas guerreiras, que passaram bons momentos naquela ilha mágica, e muitas outras pessoas, que por estarem no mesmo feeling que você, você acaba atraindo.
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Essa viagem foi muito maravilhosa, peguei ondas todos os dias, com direito a ver baleias, golfinhos, dois arco-íris no mesmo dia, ondas perfeitas como a Cacimba do Padre, laje do Boldró, Abras (que só rola quando está grande), praia do Cachorro e Conceição... tudo naquele lugar é um show da natureza. E de lá só sobrou saudades... Espero que todos possam um dia curtir esse pedacinho da criação, que na minha opinião Deus exagerou e foi sem dúvidas um dos lugares mais bonitos que já fui... e detalhe: é no nosso BRASIL! 


MENINAS, GO FOR IT...Vamos buscar o que achamos ser prazeiroso nessa vida. Acredito que viajar e conhecer os lugares mais belos, é uma vontade em comum de todas nós!

PAOLA SIMÃO